A parceria LANXESS-Gevo
Uma das relações de trabalho mais interessantes na busca por matérias-primas de biomassa é a parceria entre a Gevo, uma empresa de produtos químicos do Colorado, nos EUA, e a LANXESS, que pretende desenvolver recursos alternativos para a produção de borracha butílica.
Juntos, os cientistas da LANXESS-Gevo estão progredindo na produção de isobuteno - uma matéria-prima importante para a borracha butílica - a partir de recursos renováveis. Tradicionalmente, o isobuteno é produzido por craqueamento a vapor, o que exige materiais petroquímicos como matéria-prima. Mas a parceria LANXESS-Gevo está desenvolvendo um método pioneiro e único que pode ser a chave para a produção sustentável de isobuteno.
A Gevo desenvolveu um processo de fermentação para produzir o isobutanol composto orgânico a partir de açúcares fermentáveis na biomassa de milho. O milho consiste essencialmente de amido, gorduras, proteínas e água. Os grãos são triturados antes de passar pelo processo de fermentação. O açúcar é produzido quando as moléculas de amido são divididas. Microorganismos especiais transformam essas moléculas de açúcar em isobutanol. Os cientistas da LANXESS consideram esta tecnologia inovadora como um primeiro passo crítico na produção do isobuteno necessário para borracha butílica.
Pesquisadores da LANXESS criaram um processo inovador de desidratação que converte o isobutanol em isobuteno. Neste processo, a água é removida do isobutanol. O resultado é o isobuteno obtido biologicamente. O processo de desidratação não só provou ser bem sucedido em laboratório, mas também passou por vários meses de testes práticos em um reator de pequena escala na fábrica de Leverkusen, Alemanha. Estes testes mostraram que o processo pode obter borracha butílica de base biológica que atende aos rigorosos padrões da indústria de pneus, que representa 25% das vendas da LANXESS. A longo prazo, o isobuteno bio-renovável será responsável por metade da produção de borracha sintética da LANXESS, em sua planta em Sarnia, Canadá. Heitmann declarou: "Como o maior comprador mundial de isobuteno, nada mais prudente do que buscarmos opções alternativas de fornecimento a partir de fontes renováveis, contrapeso aos combustíveis fósseis. Isto reforça nosso compromisso com a Química Verde".










