Champanhe, fogos de artifício, estranhos abraçando uns aos outros: apesar do frio congelante, milhares de pessoas saíram no dia 31 de dezembro de 2007 para comemorar em cidades como Zittau (onde a Alemanha, República Checa e a Polônia se encontram) e Frankfurt/Oder, na fronteira da Alemanha com a Polônia, bem como na fronteira entre a Eslováquia e a Áustria. Elas se reuniram para testemunhar um acontecimento histórico em locais onde barreiras de concreto, espingardas e soldados com metralhadoras separavam os povos europeus. Ao soar da meia-noite, foram removidas as últimas fronteiras entre a Europa Ocidental e Oriental. Dezoito anos após a queda da Cortina de Ferro, os países-membros da União Européia da Europa Oriental tinham oficialmente se tornado partes do Acordo de Schengen. Esse acordo agora cobre cerca de 3,6 milhões de quilômetros quadrados, permitindo que 400 milhões de europeus viajem livremente e sem controle de passaporte por 24 países – desde a Islândia e Portugal, até a Itália e os países bálticos. Além de ser um triunfo para a liberdade e um símbolo de unidade e compreensão internacional, o Acordo de Schengen tem um lado muito prático, visto que eliminou os engarrafamentos nos pontos de inspeção de fronteira.
Fronteiras abertas na Europa também é bom para a economia, já que isso reduz os custos associados aos negócios além-mar. Esses negócios continuam sendo fundamentais para ambos os lados, pois embora a Europa Oriental esteja crescendo, os fabricantes locais não conseguem atender à sua enorme demanda por bens de consumo anteriormente escassos. As empresas antigamente estatais, que muitas vezes foram arruinadas na era comunista, também precisam desesperadamente de novos investimentos. Conseqüentemente, a Europa Oriental não é só atraente como um novo mercado de vendas, mas também como local de produção. Ela é particularmente interessante para empresas da Europa Ocidental porque, ao contrário dos países asiáticos, a Polônia, República Tcheca, Hungria, etc. estão praticamente do lado. Leva apenas uma hora, por exemplo, para ir de avião de Frankfurt/Main para Praga e apenas mais meia hora para ir de Budapeste à Varsóvia. Os habitantes da Europa Ocidental também gostam de ter laços culturais mais estreitos com os seus vizinhos da Europa Oriental do que com os países asiáticos. Embora um pouco separados pela língua e pelo estilo de vida, eles compartilham uma história comum e, como membros da EU, algumas leis em comum também.
A indústria precisa de produtos químicos para produzir bens. Seja borracha para fabricantes de pneus, produtos químicos eletrônicos para fabricantes de chips ou materiais para a indústria de construção - os mercados na Europa Oriental estão crescendo“. Há um clima de corrida do ouro lá”, diz o gerente da LANXESS Flemming-Björn Björnslev. “Todo mundo quer fazer negócios – e é o que está sendo feito”. Björnslev dirige a recém-inaugurada subsidiária da empresa de produtos químicos especiais na capital eslovaca de Bratislava desde janeiro de 2008. Suas filiais em Varsóvia e Budapeste atendem clientes não só dessas cidades, mas também de outras cidades polonesas e húngaras e da República Checa. “Nós não estamos começando do zero aqui”, explica Björnslev. “A Bayer já vinha vendendo tinturas e produtos químicos para tecidos há mais de um século nesses países”. Até recentemente, a LANXESS atendia a clientes na região via empresas de vendas internacionais. Porém, no futuro, a empresa terá cerca de 40 funcionários próprios oferecendo toda a gama de produtos da LANXESS em quatro países. “Nós também estamos buscando ganhar novos clientes”, diz Björnslev, “e, como estamos monitorando a situação, conseguimos responder mais rapidamente do que a concorrência”.
Estima-se que o crescimento econômico na Polônia, República Tcheca, Eslováquia e Hungria será consideravelmente maior do que a média da UE nos próximos anos. O maior crescimento será apresentado pelas empresas européias e americanas dos setores automotivo, elétrico e eletrônico e material de construção que instalaram fábricas aqui. Essas empresas estão se beneficiando não só do aumento do poder aquisitivo das populações locais, mas também dos salários mais baixos e incentivos governamentais aos investimentos desses países. Todas as 13 unidades de negócio da LANXESS já firmaram parcerias que serão administradas de Bratislava no futuro. Essa cidade tem uma longa tradição de comércio, já que é o local onde a Amber Road e o Rio Danúbio – duas das rotas comerciais mais importantes da Europa Central – antigamente se encontravam. Hoje, Bratislava é novamente um centro-chave de transporte entre a Áustria e a Hungria e a cidade é um símbolo inigualável da Europa reunida. Por isso, foi escolhida como sede da subsidiária da LANXESS na Europa Oriental.