LANXESS
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O grande funil

“Estamos buscando uma estratégia consistente de inovação”, diz o Membro do Conselho de Administração, Breuers. Isto também se aplica, e muito mais do que antes, durante a atual crise econômica. “Challenge 09-12” — o programa que a LANXESS esta utilizando para reagir à crise — não afeta a Pesquisa, onde o orçamento não só não foi cortado, como também foi aumentado: em 10% para €110 milhões para 2009. A ideia por trás desta decisão é que economizar agora com Pesquisa e Desenvolvimento, resultará em um déficit de poder de inovação quando a crise tiver terminado. E na LANXESS, a criatividade tem demonstrado ganhos impressionantes nos últimos anos. Em 2006, a empresa solicitou 74 patentes; em 2007, o total foi 131; em 2008, foram  282 inscrições de patentes. Foi um aumento que quadriplicou em dois anos. No total, a LANXESS possui 3.215 patentes e solicitou outras 3.015. Existem atualmente cerca de 100 projetos na linha de pesquisa e todos os sinais indicam que o ritmo será mantido. Isto porque “inovação é um pré-requisito indispensável para o sucesso sustentável em longo prazo de uma empresa”, explica Breuers.

É por isso que o financiamento está claramente concentrado em:

  • produtos voltados para o futuro
  • processo de produção eficiente
  • estruturas adaptadas para a inovação

E mais, isto exigirá uma evolução rápida.  “Time-to-market”é essencial. A expectativa é que 80% dos processos de Pesquisa e Desenvolvimento estejam prontos para o mercado em um período de dois anos.

Isto mostra que pesquisa e desenvolvimento na LANXESS são altamente voltados para os negócios. É por isso que a área de Pesquisa e Desenvolvimento é um elemento integral de cada uma das 13 unidades de negócios. Isto possibilita que os pesquisadores saibam o desejo dos consumidores e a demanda dos  mercados. 70% dos projetos de Pesquisa e Desenvolvimento estão relacionados com produtos, processos e mercados existentes. E 15% estão voltados respectivamente para novos mercados e novos produtos.

Com esta proximidade com o mercado e programações rígidas, a LANXESS por si só não consegue realizar pesquisas básicas. “Não temos como assumir isto”, diz Breuers. No entanto, a empresa está envolvida em pesquisas básicas — e de fato em todo o mundo, através de várias colaborações com universidades de elite na Europa, Estados Unidos e Ásia.

A LANXESS participa de parcerias com o MIT em Cambridge, Massachusetts; o Instituto de Materiais Aeronáuticos de  Beijing; o Conselho Britânico do Couro em Northampton; a Universidade de Shanghai Jiao Tong; a Universidade de Zurich; e a Universidade RWTH de Aachen  — somente para citar alguns parceiros. E esses relacionamentos beneficiam os dois lados: a LANXESS mantém-se atualizada em relação ao discurso científico internacional, e os pesquisadores da universidade podem dar continuidade ao seu trabalho e colocá-lo em aplicação. É uma clássica situação de win-win.

Isto é muito bom, mas uma empresa como a LANXESS precisa de pesquisas que sejam estrategicamente voltadas e concebidas para o longo prazo. Para que isto ocorra, foi criada a nova função de Inovação do grupo. Ela atua em todas as unidades de negócios e foi planejada para controlar e monitorar centralmente as atividades de pesquisa e desenvolvimento. Identificada pela sigla  “INN”, a unidade organizacional também  é o ponto central das inovações. É para lá que as novas ideais são encaminhadas, sejam elas de origem interna ou de consumidores, de publicações ou especialistas externos — tudo é coletado, e por fim colocado em um processo de seleção que determina quais projetos são promissores o suficiente e cujo investimento vale à pena. A imagem de um grande funil é a que melhor representa o processo de inovação. A abertura é como um grande aspirador que suga todas as ideias. Na parte interna estão os filtros que julgam  e avaliam as ideias mais adequadas para a empresa — e do outro lado estão os produtos ou processos, novos ou aprimorados, representados por duas letras: “PI” (propriedade intelectual).

O trabalho da equipe com 30 pessoas, liderada por Paul Wagner, envolve em parte a gestão de inovação. Mas a INN atua acima de tudo em duas áreas importantes: inovação de processo e inovação de produto. Isto envolve desenvolver processos novos e com menor custo, ou integrar com mais eficácia novas tecnologias aos processos existentes, a fim de também garantir liderança em custos.

Ele envolve também o desenvolvimento de novos produtos, a modificação de produtos existentes e a concepção de novas aplicações para produtos existentes. Esta busca é muito mais ampla do que era antes em relação às unidades de negócios. Aqui o foco também é a pesquisa para médio e longo prazos — e em nível internacional. “A pesquisa antes se concentrava em  Leverkusen e na Alemanha”, diz  Wagner. Hoje a pesquisa também é realizada nos Estados Unidos, Canadá, México e China, no Brasil e na Argentina, Itália e Bélgica.  “Estamos nos tornando uma rede mundial”, diz Wagner.