A economia americana passa atualmente por uma série de altos – o preço do petróleo, preços dos alimentos, desemprego – a baixos –preços de ações, valor do dólar, o mercado imobiliário. Essas questões, compreensivelmente, preocupam as pessoas.
As percepções do imperialismo cultural e do excesso militar contribuíram para manchar a imagem dos Estados Unidos atualmente em relação aos consumidores globais. No entanto, a reputação tradicional associada com o país permanece intacta. Os EUA ainda são vistos como ápice do mundo em termos de educação e empreendorismo, onde a conquista, afluência e oportunidade fluem em total liberdade. A América é considerada como a terra dos sentidos, tudo é maior, mais brilhante, mais chamativo. Como uma nação baseada na revolução, a América personifica um animal selvagem e um rebelde, um lugar onde os espíritos aventureiros mandam. O americano confiante, sincero embora às vezes rude e agressivo, é um estereótipo baseado na sua atitude individualista e de auto-expressão. Para muitos, os americanos gostam da gratificação instantânea de desejos pessoais – grandes ou pequenos – e da boa vida.
Os principais valores do americano confiante e aventureiro não são vistos por muitos, em virtude do estado atual da economia. Os americanos estão apertando os cintos como nunca o fizeram antes. Os altos preços da gasolina mudaram seus hábitos de transporte. Os consumidores viram os preços dos combustíveis aumentarem com muita rapidez para mais de US$4,00 por galão, e a previsão é que os aumentos continuem. Esses aumentos contínuos da gasolina estão distanciando os consumidores dos Veículos Utilitários, os Sport Utility Vehicles (SUVs), pois esses beberrões de gasolina estão sendo trocados (com uma considerável desvalorização) por automóveis que consomem menos combustível.
Mesmo com a troca por automóveis mais econômicos, o uso do transporte pessoal particular foi reduzido, com exceção de distâncias mais curtas. Com a enorme demanda por transporte público, algumas cidades estão enfrentando questões em relação a uma infra-estrutura sobrecarregada e envelhecida. A Federal Highway Administration (Administração Federal de Estradas) estima que os motoristas americanos viajaram 11 bilhões de milhas a menos este ano, do que há um ano atrás. Esses números representam uma queda nacional de 4.3% e a maior redução anual da história em milhas dirigidas.
Os altos preços de energia também fizeram com que os americanos mudassem seus planos de viagem por férias em casa, conhecidas como “staycations.” As “staycations” parecem ser a tendência que veio para ficar, e podem assumir várias formas, de camping no quintal a estadias em um hotel local.
A atual recessão econômica, aliada ao aumento do preço da gasolina, ajudou a levar a uma conscientização e preocupação em massa sobre a sustentabilidade global e pessoal. Esta consciência ambiental tem crescido de forma constante e parece que permanecerá no futuro. “Ecológico” é a palavra do momento e corporações inteligentes estão a utilizando como a espinha dorsal de sua estratégia futura de negócios. Mensagens “ecológicas” podem mostrar o que elas estão fazendo como uma organização e também ajudam os consumidores a fazer escolhas responsáveis para ter sustentabilidade em suas próprias vidas. O novo “eco” consumidor transpõe gerações e está altamente motivado para proteger o planeta, suas pessoas e seus recursos.
Os americanos querem recuperar o respeito do resto do mundo e ter um rosto no qual confiam representando a “marca” tornou-se muito importante para eles. Como uma grande porcentagem da população desenvolvendo uma consciência em relação à sustentabilidade e a eco-responsabilidade, espera-se que o governo esteja na liderança do movimento. Certas corporações declaram ser ecológicas, mas os consumidores educados ainda estão cautelosos e esperam uma regulamentação do governo. Com um presidente que realmente esteja por trás de iniciativas “verdes”, os americanos esperam mostrar ao mundo que eles pensam no futuro e conseguem implantar essas idéias de cima para baixo.