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Especialidades para especialistas

Borracha de especialidades durável e resistente ao óleo, o Therban é somente um dos muitos elastômeros com os quais a unidade de negócios Technical Rubber  Products (TRP) atingiu sucesso no mercado. Rodrigo Henriquez e seus cerca de 1.200 colegas de trabalho dedicam-se à produção e ao marketing de um total de sete famílias importantes de borracha, fazendo com que eles sejam mestres em mais de 200 grades diferentes de especialidade de borracha, e sem elas muitas tecnologias não seriam possíveis. “Na verdade, nós não vendemos borrachas; nós vendemos soluções para problemas,” diz  Henriquez.

Eles vendem a mais de 600 clientes em quase todos os segmentos industriais, das indústrias eletrônica e automotiva, à fabricação de fábricas e calçados, e construção. As pessoas na unidade TRP têm um orgulho especial por uma grande parte de sua produção chamada de “Diversos”. Apesar de não ser muito importante para fabricantes de borracha, ela está entre as quatro maiores da equipe da unidade Technical Rubber Products. “Dificilmente um caso é igual ao outro aqui, o que mostra como temos que ser criativos todos os dias”, diz Henriquez. Os escritórios de seus colegas de trabalho confirmam isto: eles estão cheios de peças de borracha e amostras de material utilizadas nas mais variadas aplicações.

Alta tecnologia em simples cilindros

Muitas dessas peças de borracha possuem uma coisa em comum: meros mortais não conseguiram notá-las, se as vissem cara a cara. Muitas borrachas sintéticas de ponta são muito discretas, mas muitas coisas simplesmente não funcionariam bem sem elas.

Rodrigo Henriquez está com um cilindro pesado e azul suas mãos.  A superfície obviamente é feita de borracha. Mas por quê? “Este é um cilindro feito de borracha nitrílica. Cilindros e rolos são frequentmente de borrachas sintética de alto grade. ”A razão: quase nenhuma peça de máquina é tão subestimada por leigos quanto esses cilindros versáteis. Eles transportam mercadorias pesadas, retiram a água do papel, aplicam revestimentos e colas, fazem incrustações, prensam, alongam, limpam, orientam... Eles também frequentemente devem ser feitos de borracha e devem estar aptos a suportar muita coisa. Como por exemplo, produtos químicos. Até mesmo a água é problemática para muitas grades de borracha “normal”, se elas tiverem que ser banhadas todos os dias por vários meses.

E isto é só o começo: cilindros de transporte devem ser resistentes a danos de mercadorias com extremidades afiadas, fios passando em alta velocidade ou finas folhas de metal. Mesmo a mais simples das tarefas de logística poderia destruir uma borracha de apagar em poucos segundos.

Borracha aumenta a pressão!

Alguns cilindros giram a velocidades tão altas que rasgariam os elastômeros padrão, mas ainda, eles precisam de uma superfície de borracha. Outros precisam ser muito macios, mas não podem conter nenhum plasticizante.  “Esta é outra área de aplicação de quase qualquer borracha de especialidade que os químicos podem imaginar. Muitas dessas borrachas  vêm da LANXESS”, diz  Henriquez. “E como você não pode simplesmente utilizar qualquer tipo de borracha em uma aplicação de especialidade, nós a aperfeiçoamos para suas respectivas funções. Isto exige muito know-how, que em muitos casos somos os únicos a possuir”.

A borracha pode dar dor de cabeça a engenheiros, mal-acostumados por trabalhar com o aço, como por exemplo, placas de off-set — membranas de borracha que lembram toalhas de mesa de plástico utilizadas em prensas de impressão sofisticadas, para transferir tinta da placa de impressão para o papel. “A superfície dessas placas deve ter precisamente ± 0.02 milímetros, caso contrário a imagem impressa fica desbotada”, diz  Henriquez. “Isto é menos do que a espessura de um fio de cabelo, uma precisão que para muitos não seria possível sem a borracha. E como esta precisão deve ser mantida pelo máximo de tempo possível, você precisa de borrachas que não dilatem com tintas de impressão e agentes de limpeza”.

Mangueiras: uma ciência

Outro exemplo — possivelmente ainda mais discreto, mas talvez mais importante: mangueiras! Aqui, também, exige-se muito da borracha, muito mais do que muitos jardineiros imaginam, enquanto regam rosas. Mangueiras hidráulicas e químicas, por exemplo, entram em contato com meios onde outros materiais se dissolveriam com rapidez, como açúcar no café. As mangueiras não podem expandir-se sob pressão ou rachar a baixas temperaturas, e elas também devem ser resistentes no transporte de areia ou de bens similarmente abrasivos. As mangueiras de incêndio por si só são um ciência. Elas não podem esticar quando a água é ligada. Se isto ocorresse, os bombeiros seriam empurrados em direção ao fogo. Além de deslizar com facilidade sobre pisos, elas devem ser tão macias quanto o bumbum de um bebê na parte interna, para permitir que a água flua sem resistência. E elas não podem rachar, mesmo após anos nos armários de armazenamento.

A lista de exigências especiais para as mangueiras de incêndio é completada por boa aderência a tecidos de reforço — existem mangueiras de especialidade feitas com dúzias de nervuras — e resistência suficiente no teste contra o calor realizado com mangueiras feitas com Buna EP da LANXESS. O pico de temperatura do teste é 200 °C e as temperaturas constantes são de 170 °C — a 18 bars de pressão interna — isto é muito mais do muitos plásticos podem agüentar. Existem até mesmo mangueiras feitas com borracha condutível.

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