Cargas de trabalho pesadas necessitam de materiais de alta qualidade
Apesar de muitas características boas, a borracha natural - a matéria-prima da plantação - não é a solução ideal para ser utilizada em limpadores de para-brisa. Isso porque os limpadores passam a maior parte de sua vida útil no modo de espera. Se isto fizer com que a borracha fique permanentemente deformada, o movimento de vai e volta já não funciona corretamente - e as lâminas começam a chiar. "Além disso, os limpadores são expostos não só a arestas afiadas de gelo, poeira, areia, folhas e galhos, mas também ao calor, luz solar, neve e chuva, e agentes de limpeza - que são prejudiciais, porque eles fazem com que a borracha natural fique frágil depois de um tempo”, afirma Mezger. E mais, a borracha natural pode conter pólen, o que pode interferir com a obtenção de uma área totalmente limpa. "É por isso que houve uma mudança para tipos de borracha sintética há cerca de 20 anos - que ocorreu muito depois da invenção do limpador de para-brisa".
Entre os produtos de borracha sintética que se revelaram particularmente adequados para os rigores enfrentados pelos limpadores de para-brisa, a borracha de policloropreno (CR) é uma das escolhas mais populares e está disponível sob o nome Baypren da LANXESS. Ela tem boa resistência à fadiga dinâmica e à abrasão, flexibilidade a baixa temperatura, resistência excelente ao rasgo, e acima de tudo, mantém-se bem sob os efeitos da luz solar e do ozônio. Outra vantagem que o elastômero sintético tem em relação à natural é que ele não serve de alimento ou "lar" para microorganismos e musgo. Para garantir que a lâmina não irá chiar ao esfregar com muita força contra o para-brisa, elas são especialmente tratadas - "cloradas" na terminologia química.
