Logística na LANXESS
O nome para logística na LANXESS é “Aliseca”. A subsidiária de propriedade integral do LANXESS Group cuida de otimizações técnicas e consertos nos sites em Lower Rhine. Com seu segmento Logistcs & Supply Chain (LSC), a Aliseca também organiza e é responsável pela logística global de todo o Grupo. Cerca de 80 funcionários no site Leverkusen lidam com o negócio de mobilidade global. A coisa interessante é que a Aliseca não possui um único caminhão, empilhadeira ou navio. Todo o trabalho de transporte e carregamento é realizado por fornecedores externos de serviço.
A quantidade de trabalho é substancial: a Aliseca processa mais de 200 mil entregas todos os anos, de pedidos de grande porte de até 10 mil toneladas de matérias-primas em um navio a granel, até remessas de quantidades de amostra para clientes. Existe um total de aproximadamente 100 mil movimentações de containeres todos os anos. E há muita coisa em jogo em cada transporte, como Gerd Deimel, chefe da LSC, explica: “Nós arriscamos nossa imagem com cada entrega. O melhor produto não faz nenhum bem se ele chegar às instalações do cliente muito atrasado ou danificado, ou não chegar. Quando nós entregamos nosso produto para uma transportadora, nós também colocamos nosso negócio e nosso cliente nas mãos de uma terceira parte”.
A Aliseca utiliza uma tecnologia moderna para encontrar a transportadora correta, e esta tecnologia também é necessária com urgência: existem mais de 20 mil ofertas diferentes de mais de 40 transportadoras oceânicas, com aproximadamente 80 mil unidades de containeres, através de 970 ligações diferentes de porto a porto.
Uma ferramenta on-line possibilita que os funcionários da Deimel emitam e processem pedidos para licitações de transporte de forma simples e transparente. A exigência de transporte é descrita no anúncio, e as transportadoras enviam seus preços na esperança de ganhar o pedido. Os funcionários da Aliseca recebem imediatamente as melhores ofertas em seus monitores. No entanto, um preço um pouco menor não vale nada, se a transportadora não for boa. Todo especialista em logística sabe disto, e a equipe da LSC também. A classificação interna é outro fator, além da proporção preço/desempenho, que determina a posição de uma transportadora na lista que está disponível para os expedidores, como uma ferramenta de referência para conceder um pedido de entrega. Se a empresa de entregas já decepcionou um cliente — isto é, se ela não pode finalizar a entrega, atrasa, ou danifica as mercadorias — ela recebe uma nota ruim, que pode influenciar a sua classificação e possivelmente seu futuro na lista de referência. Outra vantagem deste processo é que ele possibilita que a Aliseca compare as diferentes ofertas de forma mais eficaz. As transportadoras esforçam-se para fazer o seu melhor para que elas possam subir ou permanecer nos escalões mais altos da lista de referência.
A Aliseca administra a logística da LANXESS em escala industrial. Por exemplo, ela não espera até que transportes individuais sejam necessários, antes de iniciar o processo para suprimentos; pelo contrário, ela procura por alocações de várias transportadoras antecipadamente. Este processo é chamado de processo de aquisição de transporte, através do qual os compradores diligentes da Aliseca estão sempre fazendo novos pedidos para licitações e procurando as melhores ofertas. O prestador de serviço (transportadora oceânica/embarcador), concorda em oferecer determinados serviços por um preço determinado. Este “inventário” de transportes adquiridos pode então ser utilizado para “atender” às unidades de negócios — isto é, atender às suas exigências de transporte através do trabalho dos expedidores da LSC. A Aliseca, por vezes, busca adquirir alocações pelo melhor preço e distribuí-las de forma otimizada. Isto significa, por exemplo, que os funcionários da Aliseca são responsáveis por garantir que os containeres estejam totalmente cheios quando são embarcados, mesmo que a unidade de negócios individual tenha somente algumas mercadorias no container. Os especialistas em logística chamam isto de “consolidação”. Esta é a arte da otimização e está nas mãos certas com a subsidiária de logística, que atende a toda as unidades de negócios. As unidades de negócios informam suas necessidades de transporte de forma independente uma da outra e a Aliseca reúne os pedidos da melhor forma possível. O software moderno ajuda aqui também. Ele economiza custos com transporte, o que pode deixar as unidades de negócios contentes. A Aliseca economiza dinheiro em nome das unidades de negócios e de suas unidades de produção — um fator que não é irrelevante para o Grupo, dado o seu orçamento de transporte de centenas de milhões de Euros.
Para realizar a sua missão de logística da melhor forma possível, a Aliseca precisa de bons compradores e gerentes de logística, de uma boa relação com o mercado de transportes, e de uma visão geral. A maior parte dos funcionários é auxiliar de embarcação ou industrial ou especialistas em administração de empresas com treinamento técnico especializado. A Aliseca capacita as pessoas em serviços de entrega e logística, e também coopera com o departamento de Gestão de Logística da Universidade Européia de Ciências Aplicadas em Brühl. Dois alunos da universidade estão atualmente fazendo estágios de longo prazo na Aliseca.
Além das ferramentas digitais, o telefone ainda é uma ferramenta essencial para todos os funcionários. Uma conexão pessoal rápida com as unidades de negócios e as empresas de transporte é uma necessidade constante. “A informação é tudo”, diz Deimel. Isto explica por que a LSC também publica o LSC News para as unidades de negócios da LANXESS e suas subsidiárias em todo o mundo. Os informativos apresentam as mais recentes informações sobre o mundo da logística global da Aliseca e artigos escritos pelos funcionários da LSC.
O relatório mensal LSC Transport Status Report oferece aos respectivos contatos nas unidades de negócio uma visão geral dos interesses atuais da indústria — de obstáculos presentes de transporte e movimentação de preço de combustíveis, até evoluções políticas que afetam o livre comércio e questões afins. O feedback é muito positivo, conforme Deimel apurou no encontro trimestral do Conselho de Gerentes de Cadeia de Fornecimento. “Havia muitas reclamações sobre logística”, diz Deimel. “Obviamente o vendedor e o pessoal de marketing sempre querem que as coisas cheguem mais rapidamente e com maior facilidade. Mas desde que começamos a informar clara e intensivamente nosso trabalho, e incluir nossos clientes nos fluxos de informação, a colaboração melhorou de forma significativa”.
