Novos desafios
A logística está sujeita a várias forças internas e externas que influenciam o trabalho dos gerentes de logística. Tudo deve ser feito da forma correta, de preferência sem cobranças e ainda assim de forma segura! Além disso, existem muitos desafios externos. Um desses desafios é a flutuação dos preços dos combustíveis. O serviço de “transporte” é praticamente inseparável da matéria-prima petróleo. O aumento no preço do diesel faz com que entregas por caminhões e navios fiquem mais caras. Em longo prazo, os preços só se movem em uma direção: para cima. Isto pode causar certa hesitação nos provedores de serviços de transporte. Se a demanda por transporte sofre queda porque as empresas estão produzindo menos, e esvaziando seus depósitos, como foi o caso na recente crise econômica, um círculo vicioso evolui com rapidez. As transportadoras então deixam grande parte de sua frota ociosa ou até mesmo vão à falência. Embora isto deixe empresas concorrentes contentes, porque reduz a concorrência, a redução da capacidade aumenta os preços para todos os clientes, o que pode levar uma deterioração da situação geral para os produtores. Um ciclo ameaçador onde a queda na demanda leva ao aumento de preços que não podem ser repassados para o mercado através do preço de produto.
Pedágios em estradas é outro fator de custo que influencia adversamente as empresas de logística. Mais e mais países estão recorrendo a este instrumento para controlar o tráfego de cargas e também ganhar mais dinheiro. O que é legal e correto a ser feito, sob uma perspectiva nacional, pode ser uma dor de cabeça para uma entrega que tem que viajar por toda a Europa. Em alguns casos, a rota deve ser escolhida para que a entrega faça mais sentido financeiramente. Regulamentações especiais, como proibições contra dirigir à noite ou em feriados ou domingos na Alemanha, também não facilitam as coisas para os especialistas em logística.
Ocasionalmente, uma carga específica também exige demandas especiais em logística, como liberações de pontes no caso de containeres de grande porte ou proibições contra transporte de determinadas substâncias nocivas em estradas públicas. Isto significa que a menor rota de A a B nem sempre é a melhor — e os especialistas em logística da Aliseca precisam de mais ferramentas e fonte de informação do que somente um atlas de estradas da Europa.
Fluxos de mercadorias globais sempre estão ligados à política internacional. Como os produtos químicos podem ser utilizados em uma ampla variedade de formas, às vezes também podem ser nocivos, e nem tudo é permitido para exportação para todos os países. Restrições de exportação e embargos devem ser rigidamente cumpridos. Como nas peças de máquinas, e equipamentos, os produtos químicos podem também ser produtos de uso duplo, que podem ser utilizados para fins civis, mas também podem ser utilizados de forma errônea para fins militares. Para evitar encontrar dificuldades de forma inocente neste aspecto, todas as unidades de negócios têm funcionários treinados que têm um conhecimento profundo das respectivas regulamentações e estão envolvidos em cada um dos pedidos. Existem também outros órgãos de controle do Grupo que monitoram criteriosamente o cumprimento de todas as regulamentações de exportação e, se necessário, dão o sinal vermelho antes que infrações sejam cometidas.
As forças externas ocasionalmente incluem obstáculos para o transporte que ocorrem de forma repentina e inesperada. O objetivo aqui é tentar prever esses obstáculos de melhor forma possível, adotar medidas para evitar sua ocorrência, e reagir de forma criativa se eles ocorrerem. Vejam os Jogos Olímpicos, por exemplo. Em 2008, em Pequim, o governo chinês endureceu drasticamente as regulamentações de importação para produtos químicos e substâncias nocivas. Muitas coisas não poderiam mais ser trazidas para o país. Caso viessem, só sob enormes restrições e com longos desvios em torno das instalações Olímpicas. O que pode parecer sensato à primeira vista, em relação à segurança de turistas e atletas, provou ser um verdadeiro problema para muitas unidades de produção do país. Os especialistas em logística da LANXESS tiveram que conversar com as autoridades chinesas para encontrar alternativas e um termo comum que reconciliasse a segurança com o fornecimento sem problemas de mercadorias.
Outro exemplo é a greve de caminhoneiros. Quando os caminhoneiros franceses entraram em greve por aumento de salário, no outono de 2009 e bloquearam estradas, os caminhões alemães a caminho da Espanha também ficaram parados. Os especialistas em logística da Aliseca e o pessoal de vendas da LANXESS não podem ser surpreendidos por eventos como este, e é por isso que eles também monitoram negociações trabalhistas no exterior para que eles possam mudar para rotas alternativas, através de navios ou trens em tempo hábil, e estejam assim preparados. Os especialistas em logística da LANXESS também estão atentos à pirataria nos oceanos, que recentemente esteve na mídia mais uma vez. Relatórios atualizados de status e análises confiáveis de riscos são importantes para evitar qualquer surpresa desagradável.
