Química Verde
LANXESS re-estrutura suas atividades de produção de óxido de ferro no Brasil
Se os próprios brasileiros estão tentando economizar energia e recursos, então as indústrias que operam no país devem fazer o mesmo – afinal, elas são grandes consumidoras de recursos do Brasil: de acordo com o Ministério de Minas e Energia do país, fábricas e plantas localizadas entre Boa Vista, no norte, e Porto Alegre, no sul, consumiram o equivalente a 82 milhões de toneladas de petróleo em 2006. Isto significa que a indústria é responsável por aproximadamente 46,8% (2008) desta enorme demanda de energia do país. Somente a indústria de produtos químicos utilizou o equivalente a 7,3 milhões de toneladas de petróleo para fabricar seus produtos de grande utilidade.
Está claro então que chegou a hora de fazer com que a indústria química deste país verde seja mais verde — e a LANXESS é uma das primeiras empresas a dar uma contribuição considerável neste aspecto.
Existem muitas boas razões para a LANXESS agir. Primeiro, o grupo de especialidades químicas da Alemanha há muito tempo possui raízes no Brasil. No início do século 20, as equipes das empresas predecessoras da LANXESS reconheceram as oportunidades de negócios no Rio de Janeiro e em outras cidades deste vasto território, Já em 1896, pigmentos da Alemanha eram vendidos em lojas brasileiras e, em 1911, um escritório de vendas foi instituído para comercializá-los, assim como produtos farmacêuticos. Uma unidade de produção foi então aberta dez anos mais tarde. Hoje, a LANXESS está presente no Brasil com todas as suas 13 Unidades de Negócios. Até recentemente, cerca de 420 pessoas trabalhavam para a LANXESS no Brasil. A maior parte estava envolvida na produção e comercialização de produtos químicos para a indústria de processamento de couro e de pigmentos de óxido de ferro, conhecidos na América do Sul com as marcas Pó Xadrez® e Bayferrox®. A família da LANXESS ficou ainda maior com a recente aquisição da Petroflex, uma fabricante brasileira de borracha sintética. As equipes da LANXESS em São Paulo, Porto Feliz, , Duque de Caxias, Cabo, e outras cidades cresceram assim para um total de 850 funcionários.
A produção de pigmentos de óxido de ferro em Porto Feliz faz mais um avanço hoje na escala ecológica.
Os óxidos de ferro são caracterizados pela suas cores especialmente fortes e quentes: amarelo, vermelho, preto, e as misturas, laranja e marrom. Todos eles são fabricados por especialistas em pigmentos da unidade IPG (Pigmentos Inorgânicos) da LANXESS. O óxido de ferro amarelo, por exemplo, é formado quando pigmentos amarelos são misturados ao ferro e à água, acrescenta-se ácido e então o ar é bombeado através da suspensão aquecida de forma controlada. No processo, o oxigênio faz ligação com os íons de ferro em pigmentos amarelos, que são, assim como todas as outras cores, inofensivos ao homem e ao meio ambiente. E fazem com que o mundo fique mais bonito.
Em termos de participação em massa, o ferro é o segundo elemento mais comum na terra e com aproximadamente 5% é o quarto na crosta terrestre. O óxido de ferro natural sempre existiu. Influências externas não o afetam e por isso não é nenhuma surpresa que a Ayers Rock na Austrália, por exemplo, irradie sua característica cor vermelha há milhões de anos. Sob uma perspectiva química, os óxidos de ferro sintéticos são comparáveis aos naturais. No entanto, em termos de intensidade da cor, eles são bem mais superiores do que seus congêneres naturais. Os materiais coloridos com óxidos de ferro sintético, como concreto, pedras para pavimentação, tintas e lacas, e também plásticos e toners, papel, e etc., são resistentes à água, ar, luz do sol e outros fatores que podem afetá-los. Os óxidos de ferro sintéticos são também caracterizados pela alta intensidade da cor, mesmo que a porcentagem de participação do pigmento na aplicação seja muito baixa.
Fachadas amarelas de residências, superfícies vermelhas em pavimentações para ciclistas ou ônibus, bordas amarelas ou paredes à prova de som coloridas são normalmente coloridas com o indestrutível óxido de ferro – e como em (quase) qualquer lugar do mundo, no Brasil ele também é fornecido em sua grande parte pela LANXESS.
Obviamente é necessário energia para a produção de óxidos de ferro, e ela será gerada para própria LANXESS no futuro por meio da sua planta de geração moderna que será movida pelo resíduo da produção de açúcar — o mesmo recurso renovável de cana-de-açúcar que deixou a energia hídrica em segundo lugar no mix de energia brasileiro no ano passado. O princípio aqui é simples: fibras amassadas de cana-de-açúcar, conhecidas como bagaço, são queimadas e o calor resultante é utilizado para vaporizar a água. Normalmente o vapor produzido seria diretamente utilizado para fins de aquecimento, no entanto, o vapor na planta de co-geração é criado sob alta pressão e por isso pode ser utilizado para fornecer energia a uma turbina que produz eletricidade. Estas plantas estão em uso em vários locais no mundo e alcançam taxas de eficiência de até 90%, o que significa que convertem 9/10 da energia armazenada em um combustível, em um formato aproveitável.
As plantas convencionais de energia elétrica alcançam somente 50% de eficiência — se forem boas. E mais, quando o combustível utilizado vem do campo, como é o caso aqui, não há a necessidade de alertar as pessoas sobre o clima. Isto porque as plantas de queima liberam somente a quantidade de dióxido de carbono que as próprias plantas absorvem enquanto estão vivas. Além disso, a cinza de cana-de-açúcar pode ser utilizada como fertilizante.
A nova instalação de co-geração sendo construída em Porto Feliz, programada para entrar em operação em 2010, não é o único projeto que a LANXESS está buscando de forma consistente em sua estratégia de “Química Verde”.
Uma planta similar fará com que a produção de borracha em Zwijndrecht, na Bélgica, seja mais ecológica, reduzindo as emissões anuais de dióxido de carbono em 80.000 toneladas, por exemplo.
Uma outra instalação da LANXESS, em Nagda, na Índia, em breve trocará seu sistema de fornecimento de energia de combustíveis fósseis para combustíveis de biomassa. A introdução, por parte da LANXESS, da cana-de-açúcar em seu mix de energia no Brasil, que está custando para o grupo cerca de R$20 milhões (aproximadamente €8 milhões), não é a primeira ação verde da empresa no país. Pelo contrário, em 2005, a LANXESS começou a re-organizar totalmente suas atividades de produção de óxido de ferro no Brasil junto com linhas ecológicas. Como resultado, até o final de 2007, a LANXESS já utilizava cerca de metade da quantidade de água consumida em 2004, enquanto que os resíduos foram reduzidos em 38%.
A LANXESS está também operando de forma socialmente responsável de outras maneiras no Brasil. A empresa, por exemplo, financiou o corpo de bombeiros, eventos culturais, e novas salas de aula e computadores para escolas da região. Recentemente, a LANXESS foi selecionada como um dos melhores empregadores do Brasil — possivelmente como resultado de seu enorme esforço investido em seu compromisso com o país.
