Uma ligação inteligente
No mês de agosto, os dez menores carros da marca Smart da Mercedes Benz foram apresentados em frente ao museu de arte de Cingapura no mês de agosto. Uma novidade dupla: os veículos urbanos, populares em muitas metrópoles, ainda não são comercializados nesse país do sudeste asiático. Até o momento, os Smarts estão presentes apenas na Malásia, Tailândia, Indonésia e Brunei Darussalam. Além disso, energias alternativas são usadas no tanque. Entre outras, o biodiesel de pinhão manso, uma planta selvagem que cresce na Ásia, com alto teor de óleo, que é inapropriada para consumo humano e animal. Os agricultores utilizam cercas dessa planta para proteger suas plantações contra animais e erosão.
“O combustível de pinhão manso para os veículos vem do estado indiano de Gujarat”, conta Alvin Gan, funcionário de serviço externo da Business Unit Basic Chemicals (BAC) da LANXESS em Cingapura. “Ali, o grupo Daimler tem um projeto piloto de cinco anos para plantar pinhão manso e processá-lo em biodiesel.” No entanto, o biodiesel fica rapidamente rançoso no clima tropical úmido e quente: “A vitamina E natural, que normalmente impede a oxidação dos óleos vegetais pelo ar, não é suficiente para tornar o combustível durável”, explica Gan. A Daimler recorreu à LANXESS para resolver esse problema. Afinal, o grupo químico é líder de mercado em agentes antioxidantes para biodiesel. Na Europa, ele é feito principalmente de óleo de canola. O químico Axel Ingendoh, especialista em Baynox na unidade de negócio Basic Chemicals, diz: “Nós testamos a aplicação com pinhão manso em nosso laboratório de Leverkusen (Alemanha). O óleo e o biodiesel de pinhão manso tornam-se rançosos mais facilmente do que o óleo e o biodiesel de canola. Por isso, recomendamos à Daimler o ingrediente ativo altamente eficiente do Baynox plus para os ensaios. Ele é comprovadamente adequado para combustíveis, porque queima sem deixar resíduos, evitando assim danos ao motor.”
Com a ajuda da frota de testes, que deverá rodar por dois anos em Cingapura, a Daimler pretende otimizar o consumo de combustível e a emissão de gases de escape por meio da utilização de energias alternativas. Os dois carros de teste, que estão rodando com o biodiesel de pinhão manso, foram cedidos para duas empresas parceiras, a Cargill, um fornecedor norte-americano de produtos agrícolas, e a própria Daimler. O combustível de pinhão manso não protege apenas as áreas de plantação de alimentos, mas também o meio ambiente: a emissão de hidrocarbonetos não queimados é apenas a metade da de combustível do petróleo bruto. Além disso, a emissão de poeira fina é dois terços menor. É bem verdade que o diminuto país de Cingapura não consome muito combustível. Mas seus vizinhos maiores como a Malásia, Tailândia e as Filipinas já estabeleceram “metas verdes”. “Até o momento, a indústria de biodiesel da Cingapura utiliza principalmente óleo de palma”, conta Alvin Gan. Mas ele é um alimento e, portanto, seu uso é controverso. “O projeto do pinhão manso é uma boa referência para os nossos clientes”, diz. “Ele mostra, como o biodiesel com Baynox plus pode ser bom para os seres humanos e para o meio ambiente.”
